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domingo, 6 de fevereiro de 2011

"A dois é melhor" e a sua dinâmica...










Este projecto está a ser desenvolvido, neste momento, em dois espaços físicos (Associação de Protecção à Infância da Ajuda e Creche Popular de Moscavide) com a totalidades de 30 bebés entre os 12 e os 36 meses.

A coerência da narrativa, a constância dos personagens, as dinâmicas desenvolvimentais criadas neste curtos enredos, a mediação criada entre mim, o livro e o grupo permitem uma envolvência com o conto permitindo emergir significados dos estados emocionais do bebé, fluindo ali uma troca serena, uma disponibilidade para sentir e acolher o que me chega do bebé, atribuindo-lhe um significado. A minha função enquanto mediadora aninha-se no conto infantil e balouça ali mesmo em estado de rêverie, amadurecendo no interior destes bebés um aparelho para conter as emoções Sinto que funciona como um continente para as angústias e emoções da criança, ajudando-a a estruturar o seu próprio processo de identificação, maturando a capacidade de pensar os pensamentos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

"A dois é melhor!"





Amadurece agora um novo projecto integrado no âmbito do Ouvir o Falar das Letras - "A dois é melhor!" - crianças dos 12 aos 36 meses.

Estes ateliers têm como base uma colecção de livros para a infância com o titulo original "À deux, c'est mieux", da autora Isabelle Gilbert, a qual engloba temáticas que fazem parte do desenvolvimento afectivo e emocional e que abraçam as narrativas de uma forma simples e bastante acessível para o público infantil.
A colecção "A dois é melhor!" é uma série de pequenos álbuns publicados pelas Edições Sarbacane em parceria com a Amnistia Internacional. Lily, Tom, Zoé, Paul, Chloé entre outros são um bando de insectos engraçados que vivendo juntos aprendem a cooperar na superação de etapas/momentos inerentes ao processo de maturação da vida.


As histórias seleccionadas remetem para vivências comuns deste público infantil e tornam-se por si só construtoras de vínculos e redes de apoio. A narrativa aliada ao papel do mediador, contentor e fluido seguro do simbolismo da narrativa e das emoções emergentes nestes ateliers permite o desenvolvimento da resiliência pessoal e oferece oportunidades para o conhecimento, permitindo que os participantes reconheçam as suas dificuldades e adversidades bem como as diferentes hipóteses de superação das mesmas.