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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Onda em Algés - 11 Fevereiro




No dia 11 de Fevereiro
venha até à Biblioteca de Algés

Nome da actividade: "Onda"
Hora: 11h00 às 12h00
Idade das crianças: 24 aos 36 meses
Máximo: 15
Descrição da actividade: Com base no livro "Onda", de Susy Lee, os participantes serão convidados a sentir afectuosamente e de forma mimetizada as páginas de uma praia. Pretende-se acordar as vivências do crescer, do prazer e da realidade da vida. Por fim as descobertas serão conjuntas, em pequenas praias familiares.



Inscrições gratuitas:

214 118 970

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

OFL na Biblioteca de Algés - dia 26 Janeiro





O Ouvir o Falar das Letras vai estar na Biblioteca de Algés quinta feira de manhã com ateliers direccionados para Jardins de Infância dos 3 - 5 anos.

É gratuito, inscrevam-se 21 4118970

domingo, 25 de setembro de 2011

Frederico na Biblioteca de São Domingos de Rana




Levei comigo o Frederico de Leo Lionni.
Iniciar a nova época de trabalho com este poeta tem, sem dúvida, um óptimo sabor!
Que bom que foi este encontro de famílias..
Através deste conto e da abordagem criada, as memórias soltaram-se espontaneamente dos lábios das crianças.. O poder do que guardamos internamente acima do material efémero foi evidente na partilha realizada. Houve cheiros que trouxeram as avós, o banho acabado de tomar, caixas que traziam mamãs lá dentro, a praia da poça, um refresco de verão e perfumes que abriam na memória o armário das fraldas da irmã mais nova, que traziam à boca o sabor do arroz doce.. e depois um menino que dizia: "é só imaginar!"¨*
O Frederico é realmente um poeta, fala-nos para dentro das memórias mais ternas. Soube bem. :)

*Confessou-me que também tinha o livro. No entanto, mais do que isso, era claro que trazia o Frederico lá dentro a ecoar nas suas palavras, nas suas descrições emotivas.

Livro: Frederico. Leo Lionni. Kalandraka. 2004

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Onda" na Biblioteca da Chamusca


O Ouvir o Falar das Letras esteve na Biblioteca da Chamusca através da itinerâncias da DGLB com o livro de Susy Lee - "Onda". Na sequência deste encontro recebeu um presente fabuloso... uma mágica composição de fotografias que registam o mergulho no conto, o abraço que flutua neste cruzar de afectos entre o corpo do livro, a minha pele interna e a emotividade da recepção de quem ouve. Este envelope de afectos que o conto também simboliza permite a partilha segura, o espaço para estar e para pensar.

Obrigada à Biblioteca da Chamusca, nomeadamente à Ana e à Dora por terem parado o tempo mesmo que por um bocadinho.

Partilho convosco a dinâmica do OFL no conto: Onda
Aqui



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Pinguim


livro: Polly Dunbar. Pinguim. Colecção Borboletras. Caminho (2009)

Fechamos os olhos e comunicamos, estamos em silêncio e as palavras fluem, abraçamos calados com o corpo a falar, zangamo-nos amando, gritamos para fora porque silenciamos por dentro. Precisamos do espaço para sentir o que queremos dizer e do tempo para quando apetecer. Somos linguagens internas e externas e temos sede da relação para nos construirmos enquanto SER COMUNICANTE.

Pinguim é sem dúvida um livro que diz "tudo!"

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Onda




Livro: Susy Lee,Onda.Gatafunho.2009.

Um livro sem palavras que nos solta o pensamento e nos faz boiar nas águas ariscas do mar.
Ao molhar o dedo para virar a página sinto o salgado do mar na ponta da língua.
Ao virar a folha ilustrada solta-se uma aragem com cheiro de praia.
Garanto-vos que vejo e ouço o mar como se pudesse mergulhar a mão ao passá-la pelo papel. Está fabuloso, está afoito e terno, convida-nos a arriscar mas também ao prazer da contenção, da segurança, da descoberta e da esperança.

Embora não tenha letras (para as ouvirmos falar e ecoar no nosso pensamento) este livro é daqueles que tem tempo para se sentar connosco, para nos aconchegar enquanto o lemos, enquanto dialoga com o nosso âmago. Aventurei-me a fazê-lo saltar do papel, tinha que fazer parte dos livros seleccionados pelo OFL, os quais considero serem excelentes mediadores do desenvolvimento emocional.

Espreitem um pequeno video realizado a partir do livro aqui

*O grupo na foto é demasiado grande pelo que apenas foi apresentado o conto e não houve os 3 momentos do OFL (conto, expressão, reflexão)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Um presente diferente



livro: Marta Azcona e Rosa Osuna (il). Um presente diferente. kalandraka
Um pano, pode-se transformar num presente fabuloso, invejável e transformador de um momento de frustração.
Este é um exemplo de um comentário de uma criança de 5 anos, no momento de expressão do OFL, o qual deixa claro a pertinência deste conto bem como as identificações e projecções que fez a partir daí.
"Um dia a minha mãe não me deixou ir para a água do mar e fiquei triste durante um bocadinho,mas depois fui apanhar conchas e fazer castelos e tuneis na areia molhada, mesmo perto da água, também foi divertido e já não fiquei triste"
A capacidade de transformação da frustração num momento gratificante e prazeroso não é fácil, requer segurança interna e capacidade de readaptação.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Orelhas de borboleta





"Orelhas de borboletas" Luisa Aguilar e André Neves (il).Kalandraka. 2008

Eis um livro fabuloso o qual já foi usado no OFL como mediador do co-pensamento que flui no atelier com as educadoras. Agora vai ser explorado, sentido, vivido e intrusado no plano interno de cada um nos ateliers do Ouvir o Falar das Letras com as crianças. Neste livro estão presentes as relações familiares e sociais, nas suas paginas emerge a forma como são internalizadas e como permitem ao ser humano constituir-se como tal nas relações que estabelece. A magia do adulto-espelho na conquista interna das crianças da sua própria auto-estima, é também aqui enfatizada conseguindo "revolutear sobre a cabeça e pintar as coisas feias de mil cores".

quarta-feira, 15 de julho de 2009

A Rainha das Cores




É muito interessante o poder de três cores (azul, vermelho e amarelo) no livro da Rainha das Cores de Jutta Bauer. Torna-se inquestionávelmente rica a dança do conteúdo narrativo com o simbologia emocional das cores e das emoções. Ser-se rainha das cores é um abuso de poder, é assumir um cargo de risco pois se as cores se soltam de uma forma descontrolada a coisa fica cinzenta... Senti-me tentada a fazer a ponte com António Damásio* e com os três tipos de emoções que fala: as de fundo, que são mais vagas, como o entusiasmo ou o desencorajamento, as primárias, que são mais pontuais, como a tristeza, o medo, a raiva ou a alegria, e as sociais, que são um resultado sócio-cultural, como a compaixão, a vergonha ou o orgulho. Surgiu-me entretanto uma questão: E se juntássemos o António Damásio e a Rainha das Cores? Certamente haveria muito para pensar e descobrir.

*Médico neurologista e investigador português, promoveu a criação de uma importante unidade de investigação para o conhecimento da actividade cerebral e suas relações com a memória, linguagem, emoções e os mecanismos de decisão. Trata-se de um dos principais laboratórios de neurociências cognitivas - relação cérebro-mente - do mundo científico.

Livro: Bauer J. (2002) "A rainha das cores". Cobra Laranja

terça-feira, 21 de abril de 2009

Alexander and the Wind-Up Mouse




Atelier do OFL com base no Livro de Leo Lionni: Alexander and the Wind-Up Mouse; destinguido com Caldecott Honor book em 1970.
A amizade é sem dúvida um tema que prevalece nos encontros destes dois ratos. Um é de corda e amado por todos, o outro é demasiado rato para gostarem dele. Eis que percebem as mais valias de se ser um, ou outro, em momentos diferentes da vida. A amizade traz reviravoltas muito positivas nas suas vidas. As crianças entregaram-se por completo a este enredo e terminei-o sempre com alguém a pedir: "Conta outra vez..."
É sem dúvida um conto muito bonito.

domingo, 30 de novembro de 2008

Xico


Oh Xico... ele pensava que a lua era feita de queijo fresco! A desilusão faz parte da vida, devemos respeitá-la, senti-la se tiver que ser, mas depois é bom que tentemos ultrapassar, olhar em redor e procurar o que nos pode enriquecer, o que é que ali, naquele momento, poderemos sentir e viver que nos possa dar prazer e fazer sentir melhor.. O Xico abraçou-se à lua e ela embalou-o, que bom que foi...

Conto: P. Carballeira e B. Barrio (2007) "Xico". Kalandraka

terça-feira, 22 de abril de 2008

Ollie








Conto: Dunrea, O. (2007) "Ollie". Lutin Poche. Paris

Ollie... o que é que podemos fazer quando ele não quer sair do ovo... tantas coisas boas para fazer cá fora e ele, lá dentro... Falámos sobre os amuos, a importância de amuar, a diferença entre um grande amuo e um pequeno amuo.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O meu lobo


O meu lobo, do conto "Eu sou o mais forte", tem um lado frágil que é por vezes abraçado , tem um lado de manha e de presunção que já foi olhado de lado, tem um lado feroz que levou a que lhe tocassem a medo, tem um lado malvado e cruel que, se entrar no interior de algumas crianças menos seguras, pode ser pontapeado e derrubado. É maleável e a 3 dimensões, pode ser abraçado ou pode receber uma valente zanga... o mais engraçado é que está tudo dentro de nós.
Conto: Ramos (2001)."C'est moi les plus fort". l'école des loisirs, Paris.

sábado, 14 de julho de 2007

A árvore


Françoise Dolto, psicanalista, desvenda-nos a boneca-flor e a sua potencialidade enquanto elemento de projecções e transferências no contexto de análise e acompanhamento. Dolto, no livro "No jogo do desejo", relata experiências fabulosas e de extrema riqueza em relação a todo o trabalho realizado com este elemento. Transformei a boneca-flor em árvore, depois dei-lhe um sentido semelhante, nos ateliers de continuidade do "Ouvir o falar das letras". Os contos que abordo têm temáticas que remetem para as problemáticas do desenvolvimento infantil e, como tal, mutas vezes dificeis de passar à oralidade, assim, os abraços, os mimos, os puxões, os tratos mais agressivos, fazem parte da relação dual que as crianças estabelecem com ela durante a sessão.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Enfrentemos o peixe grande!

Um livro que nos faz pensar na importância de sabermos lidar com a angustia, com a perda. A consciência da dor no luto e a esperança que surge no reencontro consigo próprio, com as suas referências, com a sua força interna. Enfrentemos os "peixes grandes" que às vezes nos atemorizam, olhemos para os elementos contentores e apaziguantes do espirito e pensemos. VER e PENSAR são duas palavras que Leo Lionni destaca neste livro, saúdo-o também por isso.

domingo, 13 de maio de 2007

As bolotas




Através do conto infantil é possível mediar e conter alguns dos conflitos intra e interpessoais dos técnicos de educação. Cruzar o ambiente escolar com os afectos, com o simbólico, é de real importância e permite o aconchego do educador tantas vezes mergulhado em ansiedades e zangas profissionais. Só um educador tranquilo pode conter os conflitos das crianças.
Este livro, entre outras temáticas, explora a importância de semear várias bolotas... alguma há-de crescer, alguma se transformará em carvalho e dirá ao mundo que alcançámos o nosso objectivo.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Frederico



Conto: Lionni, L. (2004). “Frederico”. Kalandraka. Lisboa

Com este livro soltou-se o Ser do Ter. Falou-se da importância do pensamento e da capacidade de guardar na memória os nossos percursos, as nossas vivências...

domingo, 25 de março de 2007

Petit âne offre un cadeaux




Oferecer um presente, o qual gostariamos que fosse nosso, é um acto que requer disponibilidade interior para "dar". Implica termos a certeza que também para nós houve e haverá disponibilidade para os aconchegos, para os mimos, para outros presentes. Nem sempre é fácil, e foi isso que, ao abrir as páginas deste livro, contei...
Conto:Kromhout, R. (2001). "Petit âne offre un cadeau". Mijade. Bélgica

sábado, 24 de março de 2007

A princesa que bocejava a toda a hora



Conto: Gil,C.& Odriozola, E.(2006)"A princesa que bocejava a toda a hora". Editora OQO

Bocejos: arte de contar o que vai na alma. O pensamento flui até à beira da boca e ergue-se num espreguiçar facial que traz como imagem um cobertor quente e o acolhedor aconchego do inspirar. Com as páginas deste livro pensou-se sobre o facto de não precisarmos de brinquedos para brincar, precisamos sim, de soltar a criatividade e rebolar na sabedoria das descobertas que se fazem com a amizade.