
quinta-feira, 27 de maio de 2010
8º Encontro Nacional de Leitura, Literatura Infantil e Ilustração
O OFL vai estar presente no 8º Encontro Nacional de Leitura, Literatura Infantil e Ilustração na Universidade do Minho com o poster do projecto.


quinta-feira, 20 de maio de 2010
Um presente diferente
Um pano, pode-se transformar num presente fabuloso, invejável e transformador de um momento de frustração.
Este é um exemplo de um comentário de uma criança de 5 anos, no momento de expressão do OFL, o qual deixa claro a pertinência deste conto bem como as identificações e projecções que fez a partir daí.
"Um dia a minha mãe não me deixou ir para a água do mar e fiquei triste durante um bocadinho,mas depois fui apanhar conchas e fazer castelos e tuneis na areia molhada, mesmo perto da água, também foi divertido e já não fiquei triste"
A capacidade de transformação da frustração num momento gratificante e prazeroso não é fácil, requer segurança interna e capacidade de readaptação.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
DGLB recebe o OFL nas Itinerâncias
O Ouvir o Falar das Letras vai estar com o projecto Itinerâncias* nos seguintes locais: Azambuja, Barreiro, Cascais, Chamusca, Mértola, Ponte de Sôr e Torres Novas.
*O OFL participa no projecto Itinerâncias desde 2007.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Abraço com o corpo do conto...
No final de cada atelier, antes de saírem do espaço OFL, as crianças têm um momento de encontro pessoal com o elemento principal do conto (um personagem ou algo simbólico que comunique com o âmago do conto). Neste caso depois do atelier da "Raínha das cores" cada criança teve a oportunidade de abraçar as cores que envolveram a raínha no fim do conto, as mesmas cores que a ajudaram a pintar e a pintar-se. Os olhos de cada criança enchem-se de envolvência, é quase um abraço real com o corpo do conto, observo-os de perto e contribuo para o abraço segurando na personagem e olhando-os nos olhos. É um momento mágico e ternurento, é um momento seguro que pressupõe a triangulação da mediação (eu, o objecto simbólico - o conto e a criança). Nestes momentos fotografo com o olhar, treino o registo interno sentindo e registando o momento. Sinto vontade de partilhar estas cumplicidades triangulares. Vou solicitar a um adulto que fotografe em algumas ocasiões para coleccionar algumas e partilhá-las aqui.

"Orelhas de borboleta". Luisa Aguilar e André Neves (il). 2008. Kalandraka
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Orelhas de borboleta
"Orelhas de borboletas" Luisa Aguilar e André Neves (il).Kalandraka. 2008
Eis um livro fabuloso o qual já foi usado no OFL como mediador do co-pensamento que flui no atelier com as educadoras. Agora vai ser explorado, sentido, vivido e intrusado no plano interno de cada um nos ateliers do Ouvir o Falar das Letras com as crianças. Neste livro estão presentes as relações familiares e sociais, nas suas paginas emerge a forma como são internalizadas e como permitem ao ser humano constituir-se como tal nas relações que estabelece. A magia do adulto-espelho na conquista interna das crianças da sua própria auto-estima, é também aqui enfatizada conseguindo "revolutear sobre a cabeça e pintar as coisas feias de mil cores".
quinta-feira, 4 de março de 2010
Psicólogo como mediador no Ouvir o Falar das Letras
O “Ouvir o Falar das Letras” é um projecto que abraça, através do conto, os conflitos desenvolvimentais integrados no processo de crescimento emocional do humano. Os diálogos internos que estes encontros com as histórias permitem são facilitados, moderados e tornados contentores pelo psicólogo que os desenvolve.
Ao psicólogo/narrador/mediador cabe o papel de facilitar e integrar este momento bem como a passagem à expressão oral e eventualmente escrita do que foi abordado. O OFL é assim um tempo facilitador do pensamento e da livre abordagem de emoções por parte das crianças e profissionais de educação, emoções que nem sempre são fáceis de verbalizar e de conter sem haver um espaço interno de reflexão e elaboração que o permita fazer.
Quando se pensa no OFL como atelier para ser mediado por psicólogos e psicoterapeutas é porque se pensa neste projecto como um todo, onde as estratégias de animação de conto e as técnicas narrativas estão embutidas na metodologia usada com carácter reflexivo, na contextualização teórica e compreensiva do desenvolvimento infantil, bem como no que faz mais sentido explorar em cada período do desenvolvimento.
É através deste conhecimento integrado que se pensam e adequam os ateliers e que se respeita os tempos e comentários das crianças e dos adultos. Fundamentado nos conhecimentos da psicanálise e da psicologia do desenvolvimento, o animador propõe-se conter e desenvolver alguns dos conteúdos abordados pelos grupos com que trabalha. Só o conhecimento dos processos transferenciais, contra-transferenciais e projectivos que surgem nestes encontros (através dos livros seleccionados e respectivas dinâmicas expressivas criadas) se poderá encontrar a compreensibilidade necessária para acompanhar e devolver as problemáticas emergentes nos grupos, adequando as intervenções e a programação dos conteúdos dos ateliers.
Ao psicólogo/narrador/mediador cabe o papel de facilitar e integrar este momento bem como a passagem à expressão oral e eventualmente escrita do que foi abordado. O OFL é assim um tempo facilitador do pensamento e da livre abordagem de emoções por parte das crianças e profissionais de educação, emoções que nem sempre são fáceis de verbalizar e de conter sem haver um espaço interno de reflexão e elaboração que o permita fazer.
Quando se pensa no OFL como atelier para ser mediado por psicólogos e psicoterapeutas é porque se pensa neste projecto como um todo, onde as estratégias de animação de conto e as técnicas narrativas estão embutidas na metodologia usada com carácter reflexivo, na contextualização teórica e compreensiva do desenvolvimento infantil, bem como no que faz mais sentido explorar em cada período do desenvolvimento.
É através deste conhecimento integrado que se pensam e adequam os ateliers e que se respeita os tempos e comentários das crianças e dos adultos. Fundamentado nos conhecimentos da psicanálise e da psicologia do desenvolvimento, o animador propõe-se conter e desenvolver alguns dos conteúdos abordados pelos grupos com que trabalha. Só o conhecimento dos processos transferenciais, contra-transferenciais e projectivos que surgem nestes encontros (através dos livros seleccionados e respectivas dinâmicas expressivas criadas) se poderá encontrar a compreensibilidade necessária para acompanhar e devolver as problemáticas emergentes nos grupos, adequando as intervenções e a programação dos conteúdos dos ateliers.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
É já em Março de 2010! OUVIR O FALAR DAS LETRAS no ISPA como 1º Curso Avançado: "O CONTO COMO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL"

O projecto "Ouvir o Falar das Letras" bem como toda a sua dinâmica e amadurecimento vai ser partilhado num 1º Curso Avançado intitulado: "O CONTO COMO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL" a decorrer no Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) com inicio em Março de 2010. A Drª Teresa Sá* será, em coordenação comigo, formadora nesta acção.
OBJECTIVOS
- Identificar as potencialidades expressivas, mediadoras e transformadoras do conto para o desenvolvimento psico-afectivo e social;
- Aprofundar os contributos das Teorias Psicológicas, Psicologia do Desenvolvimento, Psicanálise e Psicologia de Grupo como fundamentação para o uso do conto no trabalho com grupos;
- Dar a conhecer e ajudar a construir quadros, metodologias e materiais para a intervenção terapêutica/pedagógica com grupos, utilizando o conto como mediador;
- Dar a conhecer um projecto de intervenção com crianças, pais e educadores, utilizando o conto infantil como mediador e espaço continente para o desenvolvimento emocional: Ouvir o Falar das Letras;
- Elaborar e implementar uma intervenção com grupos utilizando o conto como mediador.
- Identificar as potencialidades expressivas, mediadoras e transformadoras do conto para o desenvolvimento psico-afectivo e social;
- Aprofundar os contributos das Teorias Psicológicas, Psicologia do Desenvolvimento, Psicanálise e Psicologia de Grupo como fundamentação para o uso do conto no trabalho com grupos;
- Dar a conhecer e ajudar a construir quadros, metodologias e materiais para a intervenção terapêutica/pedagógica com grupos, utilizando o conto como mediador;
- Dar a conhecer um projecto de intervenção com crianças, pais e educadores, utilizando o conto infantil como mediador e espaço continente para o desenvolvimento emocional: Ouvir o Falar das Letras;
- Elaborar e implementar uma intervenção com grupos utilizando o conto como mediador.
CONTEÚDOS
1º momento
- O potencial generativo do conto para o desenvolvimento. Conto infantil e
Desenvolvimento psico-afectivo da criança (4h);
- Utilização terapêutica do conto e do conto infantil (4h);
- Idades do homem/crescimento humano: angustias, tarefas e desafios (3h);
- Grupos de palavra e co-pensamento: quadro e condições de funcionamento (3h);
- Selecção e análise de contos (3+3);
- Apresentação detalhada do enquadramento teórico, metodologias e materiais do
projecto Ouvir o Falar das Letras (3+3+3);
2ºmomento
- Construção e implementação de projectos de intervenção com grupos, utilizando o
Conto como mediador (3 +3+3+3);
3º momento
- Apresentação, discussão e co-reflexão dos projectos implementados (3+3+3).
1º momento
- O potencial generativo do conto para o desenvolvimento. Conto infantil e
Desenvolvimento psico-afectivo da criança (4h);
- Utilização terapêutica do conto e do conto infantil (4h);
- Idades do homem/crescimento humano: angustias, tarefas e desafios (3h);
- Grupos de palavra e co-pensamento: quadro e condições de funcionamento (3h);
- Selecção e análise de contos (3+3);
- Apresentação detalhada do enquadramento teórico, metodologias e materiais do
projecto Ouvir o Falar das Letras (3+3+3);
2ºmomento
- Construção e implementação de projectos de intervenção com grupos, utilizando o
Conto como mediador (3 +3+3+3);
3º momento
- Apresentação, discussão e co-reflexão dos projectos implementados (3+3+3).
Alunos finalistas de Psicologia, Psicólogos; Psicoterapeutas (com uma análise ou psicoterapia terminada ou em curso)
Mais informações clique aqui.
*Psicanalista, Mestre em Psicologia Clínica do Desenvolvimento, Docente na Escola Superior de Educação de Santarém e animadora de grupos Balint/Psicanálise e Educação
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