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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Próximo encontro de pais - Os medos


Os encontros de pais são sem dúvida uma mais valia para a reflexão grupal, para que possamos esclarecer emoções e pensamentos que julgamos só nossos. A partilha de temas e de simbologias através do conto permite alcançar esse espaço interno. Iremos pensar nas crianças que fomos, nos adultos que somos e nas crianças que temos.
A criança não cresce nem se desenvolve harmoniosamente, senão quando se sente segura. É uma necessidade vital, arcaica. O medo é interessante na medida em que, sendo normal se separa do patológico por uma linha bem fina.- "Todos os homens têm medo. Todos. Aquele que não tem medo não é normal"como escreve Sartre em Le Sursis.
in Béatrice Copper-Royer "Os medos das crianças - Medos, Angústias, Fobias na criança e no adolescente".

sábado, 18 de abril de 2009

Ouvir o Falar das Letras com adultos


O Ouvir o Falar das Letras com adultos remete para uma reflexão e encontro que se traduz num reforço de relações e de estima pessoal muito relevante bem como, numa troca significativa de anseios , angustias e até mesmo descobertas e aprendizagens com sucesso. Poder colher frutos da árvore que somos e poder partilhar com os outros o sabor do que fizemos crescer é algo muito salutar e muito sublinhado nestes momentos. Os autores que se seguem nomearam alguns dos pontos que considero estarem presentes neste trabalho.


Waples, Berelson e Bradshow (in Pérez-Rioja, J. 1986) * formularam 5 hipóteses básicas sobre os efeitos da leitura o que parece aproximar-se das dinâmicas que são desenvolvidas junto dos adultos: 1º o efeito instrumental através do qual se conhece melhor um problema prático e se adquire formas e meios para resolvê-lo; 2º Efeito de prestigio através do qual se mitiga um complexo de inferioridade ao ler algo que se opõe ou que realça a nossa própria opinião; 3º Efeito de consolidação através do qual se reforça uma atitude ou adopta outra distinta perante temas discutidos; 4º Efeito estético através do qual se obtém uma experiência estética ou artística através da leitura de uma obra literária; 5º Efeito de alívio através do qual se mitiga as tensões interiores ao ler algo com prazer, agradável ou relaxante.

*Piérez-Rioja, J. (1986). Panorámica historica y actualidade de la lectura. Biblioteca del livro. Fundacion German Sanchez Ruiperez. Madrid

domingo, 22 de março de 2009

OFL e os Encontros de Pais

Objectivo:
- Proporcionar a troca de vivências e experiências enquanto pais;
- Sublinhar a importância do conto infantil enquanto mediador da abordagem de diferentes temáticas e emoções
- Permitir o usufruto de um espaço de reflexão teórica sobre temáticas que façam parte do desenvolvimento infantil.

Encontro: Após a leitura e expressão dramática de contos, dá-se lugar a uma reflexão em grande grupo acerca de uma temática sugerida pelos pais ou pela própria instituição. No exemplo que se segue foi explorado o seguinte tema: "A importância de pais seguros e protectores para o desenvolvimento saudável de uma criança".


1º momento: Recepção aconchegante (chá e biscoitos). Pequena dinâmica de grupo de forma a melhorar a capacidade de comunicação entre os participantes bem como para soltar a capacidade criadora estimulando a reflexão e o respeito pelas diferenças individuais dos diversos elementos do grupo.

2º momento: Leitura e expressão dramática de Contos (itinerários de leitura permitindo uma intertextualidade entre contos)



3º momento: Reflexão sobre os contos e troca de vivências- Breve abordagem teórica sobre o assunto com entrega de frases reflexivas ao longo do diálogo com os pais.


*Estas fotos correspondem ao encontro que decorreu em 2 dias (com 2 grupos) na Creche Popular de Moscavide no Clube de Pais
Outros temas que o OFL tem explorado, ou pode explorar, com grupos de pais:
- Os amigos acima dos bens materiais;
- A importância de reforçar a autonomia e a independência numa criança;
- Os irmãos, a rivalidade fraterna e as questões face ao amor dos pais;
- A importância de pais seguros e protectores para que as crianças se desenvolvam de um modo saudável;
- A importância de parar para dizer o quanto se gosta ( a importância das palavras doces);
- As zangas dos filhos;
- As frustrações da vida, a importância de as vivermos para que as possamos ultrapassar;
- A importância de valorizarmos "guardar alguém ou alguma coisa dentro de nós", assim ficará connosco para sempre;
- Poder ser diferente, a necessidade de adaptação e a importância das pessoas significativas nessa tarefa;
- Falar dos medos para poder crescer seguro.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

OFL com as Educadoras


Este mês o encontro foi realizado com o livro postado em baixo, cujo título é:
A incrivel história da menina pássaro e do menino terrivel
Eis um excerto das trocas férteis e ricas que se fazem nestes ateliers:
(...)
- O que está por trás do terrível... podemos pensar sobre isso, muitos são meninos tristes e tentam compensar essa tristeza.
- Aqui também se fala do hábito, do rótulo. Ou seja, depois de ouvir que era terrivel o menino fica mesmo terrivel, o peso do rótulo que ao fim ao cabo está presente na vida.
(...)
- Este livro fala também de aprender a amar. Esta criança esteve atenta aos sinais para depois amar. Nós (educadoras) também fazemos isso quando estamos predispostas a ouvi-los.
- É engraçado que para além do menino sentir a necessidade de procurar os tais sinais, também sentiu a necessidade de se identificar com a menina pássaro, tenta falar uma mesma linguagem.
(...)
- Também é importante colocarmo-nos do lado desta mãe, se calhar também nunca foi amada, logo como é que pode amar?
(...)
- Nós podemos ser referências positivas na vida das crianças, também não somos super mulheres... mas o facto de reflectirmos faz com que reformulemos.
(...)
Estes ateliers são um momento de encontros internos, de relação individual e grupal, de trocas, de contenção de ansiedades, de partilha de afectos.
Como mediadora destes encontros também me sinto permeável às emoções que são ali trabalhadas, sinto a importância do espaço para si próprias enquanto educadoras, enquanto mulheres, enquanto pessoas.
Obrigado Ana, Anabela, Cristina e Maria João (Educadoras da APIA*)por partilharem comigo este momento.
*Este atelier é desenvolvido mensalmente na Associação de Protecção da Infância da Ajuda (APIA) bem como na Creche Popular de Moscavide